Horário Político
A Renata outro dia, querendo assistir aos últimos capítulos da novela da globo, "Sem Hora pro Intestino", me perguntou porque ía ter horário político se não teremos eleições agora. Pois é..., alguns partidos fazem tudo para conseguir inimigos..., logo no horário do intestino... Aí mais um debate sobre o assunto:
Colunas
UOL Notícias
28/02/2005
Empulhação política
Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF
Os políticos mudam de partido por duas razões: obter vantagens (pessoais ou políticas) e/ou por causa do número de legendas à disposição com portas abertas.
É impossível proibir alguém de buscar vantagens para si. Já sobre as siglas de aluguel há muito a ser feito.
O Brasil tem 27 partidos. Nada contra. Que floresçam os mil partidos. O problema é a maioria dessas agremiações ser tratada como se fosse grande, com tempo de TV à vontade e dinheiro do fundo partidário.
Com o recente troca-troca desenfreado de partidos voltou a esquentar em Brasília o debate sobre reforma política. Infelizmente, as medidas propostas são quase inócuas ou só servem para degradar o que já existe. Continua a valer uma lógica antiga e cruel: toda vez que um deputado ou senador tem uma idéia há risco de o Brasil ficar pior do que é.
O mais nefando no debate em curso é a proposta de redução da chamada cláusula de desempenho (ou de barreira). Criada em 1996 para valer a partir da eleição de 2006, determina que só terão amplo acesso à TV e aos recursos do fundo partidário as siglas que obtiverem 5% dos votos para deputado federal em todo o Brasil.
Sob o comando do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, deputados querem reduzir a exigência para 2%. Facilitarão a vida de partidos nanicos. No limite, siglas inexpressivas como o Prona terão na TV o mesmo tempo que PSDB e PT.
"A cláusula não vai criar oportunidade para todos. Vai criar meia dúzia de privilegiados. Vamos derrubar", declarou Severino na semana passada. O recado foi direto.
É possível contar nos dedos de uma mão o número de brasileiros interessados em assunto tão chato como a cláusula de barreira. Congressistas podem fazer a estripulia sossegados, sem pressão da sociedade. O eleitor só perceberá o estrago quando assistir ao desfile de personagens esdrúxulos no próximo horário eleitoral. Daí, será tarde. Severino e o baixo clero já terão vencido mais uma batalha.
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UOL Notícias
28/02/2005
Empulhação política
Por Fernando Rodrigues
Brasília - DF
Os políticos mudam de partido por duas razões: obter vantagens (pessoais ou políticas) e/ou por causa do número de legendas à disposição com portas abertas.
É impossível proibir alguém de buscar vantagens para si. Já sobre as siglas de aluguel há muito a ser feito.
O Brasil tem 27 partidos. Nada contra. Que floresçam os mil partidos. O problema é a maioria dessas agremiações ser tratada como se fosse grande, com tempo de TV à vontade e dinheiro do fundo partidário.
Com o recente troca-troca desenfreado de partidos voltou a esquentar em Brasília o debate sobre reforma política. Infelizmente, as medidas propostas são quase inócuas ou só servem para degradar o que já existe. Continua a valer uma lógica antiga e cruel: toda vez que um deputado ou senador tem uma idéia há risco de o Brasil ficar pior do que é.
O mais nefando no debate em curso é a proposta de redução da chamada cláusula de desempenho (ou de barreira). Criada em 1996 para valer a partir da eleição de 2006, determina que só terão amplo acesso à TV e aos recursos do fundo partidário as siglas que obtiverem 5% dos votos para deputado federal em todo o Brasil.
Sob o comando do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, deputados querem reduzir a exigência para 2%. Facilitarão a vida de partidos nanicos. No limite, siglas inexpressivas como o Prona terão na TV o mesmo tempo que PSDB e PT.
"A cláusula não vai criar oportunidade para todos. Vai criar meia dúzia de privilegiados. Vamos derrubar", declarou Severino na semana passada. O recado foi direto.
É possível contar nos dedos de uma mão o número de brasileiros interessados em assunto tão chato como a cláusula de barreira. Congressistas podem fazer a estripulia sossegados, sem pressão da sociedade. O eleitor só perceberá o estrago quando assistir ao desfile de personagens esdrúxulos no próximo horário eleitoral. Daí, será tarde. Severino e o baixo clero já terão vencido mais uma batalha.




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